Economia e Mercado

31 de agosto de 2010

30 hábitos do novo consumidor

São Paulo – A pesquisa Retratos do Varejo2010, da APAS, associação paulista de supermercados, flagrou os hábitos e o grau de satisfação dos consumidores de varejo na hora da compra. Mostrou ainda como deu-se a evolução desses hábitos de 2006 para 2009. Veja 30 desses pontos.

1.   41% dos consumidores de classe C fazem compras de carro.

2.   31% dos consumidores de classe C têm cartão de crédito ou de loja.

3.   A maioria dos consumidores de classe C compra mais no início do mês.

4.   82% dos consumidores de classe AB fazem compras de carro.

5.   71% de seus gastos são direcionados ao autosserviço.

6.   Consumidores de classe AB e C reaproveitam alimentos em igual proporção, assim como apresentam uma diferença de apenas 1% no controle do consumo de água.

7.   65% dos consumidores da classe DE fazem compras a pé.

8.   48% dos gastos da classe DE são destinados ao autosserviço.

9.   Consumidores brancos compram mais nas quartas-feiras.

10.   Consumidores brancos são responsáveis pelos maiores gastos em hipermercados e supermercados.

11.   Consumidores negros e pardos compram mais aos domingos.

12.   21% dos gastos de outras etnias são em canais alternativos como venda porta-a-porta, farmácias, drogarias e atacadistas.

13.   Outras etnias compram mais aos sábados.

14.   23% das pessoas que moram sozinhas e dos casais sem filhos praticam exercícios físicos. 10% a mais do que casais com crianças pequenas.

15.   31% das pessoas que moram sozinhas ou de casais sem filhos procuram alimentos com baixo teor de gordura, contra 15% dos casais que moram com filhos pequenos.

16.   Casais com crianças pequenas têm uma taxa de separação de lixo para reciclagem 15% menor do que pessoas que moram sozinhas ou casais sem filhos.

17.   Pessoas que moram sozinhas ou casais sem filhos possuem um tíquete médio menor, mas gastam mais em grandes lojas, concentrando suas compras no início do mês.

18.   Casais com crianças pequenas compram mais nas segundas-feiras.

19.   Casais com crianças pequenas fazem mais visitas ao ponto-de-venda.

20.   63% dos gastos de lares com crianças pequenas são voltados ao autosserviço.

21.   Casais com crianças pequenas concentram-se mais na classe C.

22.   Pessoas que moram sozinhas ou casais sem crianças preocupam-se mais com a conservação e o reaproveitamento dos alimentos, preservação do meio ambiente, controle de consumo de água. Além disso, também verificam mais a lista de calorias dos alimentos.

23.   Casais com crianças pequenas, por sua vez, preocupam-se mais em fazer e seguir listas de compras.

24.   Em 2006, 74% dos consumidores estavam satisfeitos com a limpeza do local de compra. Em 2009, essa taxa caiu para 67%.

25.   Entre 2006 e 2009, a satisfação com a qualidade e o frescor de carnes e aves nos locais de compra caiu 7%.

26.   Houve um aumento de 5% no incômodo dos consumidores com a demora do atendimento no caixa de 2006 para cá.

27.   12% dos consumidores acham importante ter produtos gourmet à venda, mas apenas 3% estão satisfeitos com os produtos gourmet.

28.   42% dos consumidores acham importante ter vagas especiais para idosos, mas apenas 7% estão satisfeitos com as vagas.

29.   Ter seção de produtos para dietas especiais  (diabetes, celíacos, etc) é importante para 34% dos consumidores, mas apenas 6% estão satisfeitos com os produtos.

30.   A maioria dos consumidores de varejo continuam insatisfeitos com fatores básicos como limpeza e organização da loja, rapidez no caixa, etc. O que demonstra seu amadurecimento e o crescente nível de exigência.

Fonte:  Portal Exame


9:41
9 de agosto de 2010

Pesquisa diz que consumo deve continuar em alta

Segundo dados do instituto Provar, 75,6% dos consumidores estão dispostos a comprar bens duráveis no terceiro trimestre

A intenção do consumidor de comprar bens duráveis no terceiro trimestre continua forte, apesar da iniciativa do governo de esfriar o mercado interno, aumentando a taxa de juros e retirando os incentivos tributários para a venda de carros, geladeiras, fogões e máquinas de lavar.

Pesquisa feita com 500 consumidores de todas as classes sociais, na segunda quinzena de junho na cidade de São Paulo, mostra que 75,6% pretendem adquirir algum bem durável no terceiro trimestre. A pesquisa foi feita pelo instituto Provar/FIA e Felisoni Consultores Associados. Esse resultado é um ponto porcentual maior que o obtido no segundo trimestre (74,6%) e está acima do registrado no terceiro trimestre de 2009 (74,2%).

“Prazos longos, forte concorrência entre lojas e crescimento da renda explicam o aumento do consumo”, diz o presidente do conselho do Provar, Claudio Felisoni de Angelo. Ele ressalta que a velocidade do crescimento do consumo de bens duráveis continua elevada, apesar da alta dos juros básicos. Com base nos dados de vendas reais do comércio varejista do IBGE, o economista projeta crescimento acumulado 1,95% no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior.

No terceiro trimestre de 2009, as vendas aumentaram 3,6% na comparação com o segundo trimestre do ano passado. “O crescimento previsto para o varejo ainda é muito bom, apesar do ritmo menor.”

Na opinião do economista, uma desaceleração mais forte do varejo deve ocorrer só em 2011, já que neste ano as vendas estão sendo estimuladas pela Copa do Mundo e eleições.

Entre os produtos mais desejados pelo consumidor estão artigos de cine e foto (12,6%), seguidos por itens de informática (11%), linha branca (10,6%), eletroeletrônicos (10,4%), telefonia e celulares (10,2%) e móveis (8,6%).

De dez segmentos pesquisados, apenas quatro registram queda na intenção de compras em comparação ao ano passado: linha branca, móveis, informática e automóveis. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a intenção de compra cai no terceiro trimestre para móveis, eletroeletrônicos, informática, telefonia e celulares e eletroportáteis.

O estudo mostra que a elevação da taxa básica de juros provocou comportamentos distintos em relação ao uso do crédito para ir às compras neste trimestre. De dez categorias de produtos pesquisados, em nove há intenção de aumento do uso do crédito em relação a igual período do ano passado. Apenas nos artigos de cama, mesa e banho, que são itens com preços mais acessíveis, uma parcela menor de pessoas pretende se endividar entre julho e setembro.

Em relação ao segundo trimestre deste ano, a intenção de reduzir o uso do crédito no terceiro trimestre ocorre em seis categorias de produtos: móveis, eletroeletrônicos, material de construção, informática, telefonia e artigos de cama.

Fonte: Márcia De Chiara – O Estado de S.Paulo


10:53
22 de julho de 2010

Emissão de cheques sem fundos cai 8% em junho

SÃO PAULO – A emissão de cheques sem fundos teve queda em junho, após apresentar ligeira alta em maio. Divulgado hoje, o levantamento mensal da empresa de informações econômicas Equifax mostra redução de 8,18% na comparação de junho ante maio – um total de 1,61 milhão de cheques sem fundos, contra 1,76 milhão no mês anterior. Ante junho de 2009, a emissão caiu 24,67%. Em maio, após dois meses consecutivos de queda, houve aumento de 1,86% em relação ao mês anterior.

Os economistas da Equifax atribuem a queda da inadimplência do cheque ao aumento da renda familiar, à queda do desemprego e ao potencial das famílias em controlar seu endividamento. “O aumento da taxa de juros para os pagamentos a prazo e o crescimento do consumo durante a Copa do Mundo não foram suficientes para pressionar o índice de inadimplência”, disse Alcides Leite, consultor da Equifax. “Talvez, nos próximos meses, esses eventos possam gerar algum impacto no volume de emissão de cheques sem fundos”, completou.

O balanço da Equifax também registrou o volume de títulos protestados em junho, que apresentou redução de 11,26% em relação a maio. Foram registrados 630.397 protestos, contra 710.394 no mês anterior. O número apresentou queda ainda maior na comparação anual – de 796.984 em junho de 2009 para 630.397, baixa de 29,19%.

A análise de inadimplência da Equifax é baseada em informações públicas fornecidas por Banco Central, cartórios, juntas comerciais e fóruns e feita a partir das transações comerciais realizadas por 28 mil clientes em todo o País.

Fonte: Gustavo Uribe – Agência Estado – O Estado de São Paulo


19:10
7 de dezembro de 2009

Varejo deve registrar aumento de 12% no Natal

Natal do varejo cresce 12% ante 2008

Natal do varejo cresce ante 2008

A FECOMERCIO-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgou hoje nota sobre as perspectivas do comércio varejista para o natal deste ano e também os números para 2010. Segundo a entidade, as vendas nas festas de final de ano em São Paulo devem ficar 12% acima das registradas no mesmo período do ano passado.

Os eletrodomésticos e os eletroeletrônicos puxam a alta em cerca de 27%, influenciados pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da linha branca. O setor de perfumaria deve fechar ao ano com 12% de expansão, e assegurando o lugar de melhor desempenho do varejo em 2009.

O crescimento para o setor em 2010, em um cenário nacional, é de 8%. Os dados consolidados até outubro mostram aumento real nas vendas de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em outubro, as vendas cresceram 7,6% –ante o mesmo mês de 2008.

A FECOMERCIO-SP realizou dois levantamentos: a Pesquisa Nacional 2008-2009, em 12 estados, com 1,2 mil consumidores; e Perspectiva 2010/Varejo-Consumidor, realizada com 250 consumidores e 250 empresários na capital paulista.

Texto: Vinícius Costa.

 


16:26
18 de setembro de 2009

Mais troco para os comerciantes

Crédito: Esdras Calderan (Flickr)

Foto: Esdras Calderan (Flickr)

No dia 9 de setembro o Banco Central (BC) anunciou o maior programa de aumento de circulação de moedas e notas de pequeno valor desde a criação do Plano Real, em 1994. Serão colocadas no mercado 1,4 bilhão de novas moedas, principalmente de R$ 1 e R$ 0,50, e 460 milhões de cédulas de R$ 2 e R$ 5.

Diferente das notas que são recolhidas por conta da deterioração, as moedas não são coletadas e algumas produzidas há 15 anos ainda são encontradas. Só que muitas pessoas guardam, ou acabam perdendo essas moedas. Vale lembrar também que, apesar de continuar em circulação, as cédulas de R$ 1 não são impressas desde 2005 e vem sendo recolhidas gradativamente, se tornando raridade no comércio. Esses fatores, até certo ponto, explicam o problema da falta de troco enfrentada pelos lojistas.

Segundo o diretor de administração do BC, Anthero Meirelles, será dada prioridade às cédulas de menor valor porque são as mais usadas. Na média, uma cédula de R$ 2 circula apenas por 1 ano. Desde o dia 14 de setembro, em postos no Banco do Brasil, os comerciantes podem trocar cédulas de grande valor pelo “Kit troco”, sem custo, inclusive para quem não é cliente da instituição.

A princípio, os guichês atenderão inicialmente por no mínimo dois messes, mas há possibilidade de que o prazo seja estendido por conta da demanda dos varejistas. No estado de São Paulo, só uma agência do BB, na Rua São Bento (no centro da capital), atende os comerciantes.

por Dionisio Alexandrini Neto


 

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